(In)Fidelidades (I)
Este é um tema que dá pano para mangas, sendo que é dos conceitos que mais varia com a idade, com a experiência e com a própria sociedade.
A primeira situação que faço saltar para a mesa é a seguinte:
É infidelidade dar uma queca e nunca mais rever a pessoa ou passar dias e dias em conversa com essa pessoa fazendo dela confidente dos problemas conjugais (no sentido lato da palavra), sem nunca chegar ao contacto físico íntimo?
E para as mentes puristas que digam que são ambos os casos a pergunta seguinte é qual é a mais grave?
Evidentemente que esta questão, aparentemente simples, dava um tratado de sexologia, para não entrar noutros campos tipo jurídico ou sei lá bem mais o quê, mas como isto aqui é só para mandar umas bocas, atirem à vontade que pode ser que alguma acerte. Assim como assim, lá dizia o personagem da TV: “As opiniões são como as vaginas, cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-la.”
2 Comments:
Ó la femina, essa da violação do sigilo conjugal já me fez ganhar o post! Gostei! Agora a questão reside precisamente aí: é que o dito sigilo pode ser mais precioso que o contacto físico, mas a nossa sociedade dá muito mais importância moral (parece-me!) ao acto consumado.
Para mim, infidelidade é a desonestidade de entregar algo que supomos só nosso a outra pessoa, sem o nosso consentimento ou conhecimento.
Talvez tolerasse melhor a primeira infidelidade, resultante do envolvimento de um momento, uma tentação, um clima, algo que acontece poucas vezes na vida...
O rompimento da cumplicidade na segunda, far-me-ia sentir alheada, escorraçada da sua vida, posta de fora do seu universo. Sim, porque parto do princípio de que, sendo confidentes, falam a sós, afinal porque discutiria ele esse assunto com ela (ou ela com ele) se o deveria ser resolvido dentro do relacionamento? Teria já desistido deste?
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