2005/08/26

(In)Fidelidades (I)

Este é um tema que dá pano para mangas, sendo que é dos conceitos que mais varia com a idade, com a experiência e com a própria sociedade.

A primeira situação que faço saltar para a mesa é a seguinte:

É infidelidade dar uma queca e nunca mais rever a pessoa ou passar dias e dias em conversa com essa pessoa fazendo dela confidente dos problemas conjugais (no sentido lato da palavra), sem nunca chegar ao contacto físico íntimo?

E para as mentes puristas que digam que são ambos os casos a pergunta seguinte é qual é a mais grave?

Evidentemente que esta questão, aparentemente simples, dava um tratado de sexologia, para não entrar noutros campos tipo jurídico ou sei lá bem mais o quê, mas como isto aqui é só para mandar umas bocas, atirem à vontade que pode ser que alguma acerte. Assim como assim, lá dizia o personagem da TV: “As opiniões são como as vaginas, cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-la.”

7 Comments:

At 12:15 da tarde, Blogger cynthia768frank said...

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At 10:31 da tarde, Blogger la femina said...

Eu penso que, em sentido lato, tudo são infidelidades... quer físicas, quer morais. E não sou nada purista porque afinal já trai e também já coadjuvei numa traição. Agora o que há são situações diferentes, todas subjectivas e que teriam que ser tratadas e analisadas particularmente (mas que resposta mais aborrecida a minha). bem, sinceramente, as traições estão naquela classe indefinivel... até porque é raro falar-se delas, ou não fossem sempre secretas e proíbidas. Quanto à gravidade... bem é sempre grave para a parte lesada e essa sim é que se tem que pronunciar. Eu, que como bom ser-humano tb já fui traída, julgo que as que passaram por vias de facto são as piores, porque as morais passam mais por fantasias. Agora o que caso que falas, seria mais uma violação do sigilo conjugal do que uma traição propriamente dita. Digo eu...!

 
At 9:28 da manhã, Blogger Ness Xpress said...

Ó la femina, essa da violação do sigilo conjugal já me fez ganhar o post! Gostei! Agora a questão reside precisamente aí: é que o dito sigilo pode ser mais precioso que o contacto físico, mas a nossa sociedade dá muito mais importância moral (parece-me!) ao acto consumado.

 
At 2:32 da tarde, Blogger sdfsfbsdfbsdfb said...

Ainda este fds um amigo meu me dizia: "Houve foda? Não? Então não é traição!" Mas isto veio de um gajo que já pulou a cerca vezes sem conta, por isso não sei se deverá ser tido em consideração!...

Penso que a La Femina tem razão, mas agora depende realmente do que sentem ambas as partes!... :|

Abraço!

 
At 1:08 da manhã, Blogger la femina said...

É que na esfera do sigilo conjugal (já pareço uma advogada a falar) estão todas aquelas partículas não palpáveis que fazem de duas pessoas uma só história de vida. E essa são, provavelmente, mais especiais e importantes que uma troca de fluídos (agora pareço uma cientista). Infelizmente a sociedade ainda não ordenou os seus valores numa lista de prioridade e acaba sempre por dar mais importância ao acessório que ao essencial. (embora o sexo não seja propriamente acessório!!)
;)

 
At 1:44 da tarde, Blogger -pirata-vermelho- said...

1 - não fodo com quem não falo; não sei se falo com quem não conheço, num sentido escatológico. Donde não sei se fodo com quem não conheço,
pelo que
2 - não vejo a alternância das suas condições nem a adversidade.
3 - considero que só 'dá quecas' (só fode, não é...?) quem quer, quando quer, 'contra' quem quer e com quem também quer. O que é que qualquer sentido de 'fidelidade' tem a ver com isso?
4 - defina fidelidade.

 
At 4:27 da tarde, Blogger flying thoughts said...

Para mim, infidelidade é a desonestidade de entregar algo que supomos só nosso a outra pessoa, sem o nosso consentimento ou conhecimento.
Talvez tolerasse melhor a primeira infidelidade, resultante do envolvimento de um momento, uma tentação, um clima, algo que acontece poucas vezes na vida...
O rompimento da cumplicidade na segunda, far-me-ia sentir alheada, escorraçada da sua vida, posta de fora do seu universo. Sim, porque parto do princípio de que, sendo confidentes, falam a sós, afinal porque discutiria ele esse assunto com ela (ou ela com ele) se o deveria ser resolvido dentro do relacionamento? Teria já desistido deste?

 

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