2009/03/03

Levemente surreal (II)

Foda-se lá as gajas no Algarve, não sabem outra, disse para si. E acrescentou para dentro do balcão: “I'll have the same as the lady. She's the expert”. Nesse instante, com voz melodiosa e serena, ela corrigiu o pedido: “On second thoughts, I'd rather have a screw driver”. Carlos sorriu e deu um passo em frente, afinal estava em trabalho e quanto mais depressa levasse uma nega mais tempo tinha para descansar para o dia seguinte. “If you tell me your name I'll drive us into a pleasent music place”. “We can find a professional driver, thank you very much”. Ele não desarmou, “So let's drink to professional drivers”, disse, erguendo o copo acabado de chegar. A morena sorriu e respondeu “I'm Julia”.


Acabou por enfiar ambas no carro e levá-las para uma discoteca com zonas interiores e ao ar livre. Enquanto dançava com ambas deu-se uma situação em que a morena se virou de costas, aproveitando ele para lhe segurar, ao ritmo da música, de mãos bem abertas, a zona firme das ancas. Era a reacção que ela esperava, confirmada pela mãos que lhe rodearam o pescoço e a nuca, enquanto premia com mais força o seu rabo contra o baixo ventre dele. Ele respondeu com o instinto, já tinha bebido o suficiente para se libertar do frio natural, mas não tanto que não lhe permitisse gozar toda a intensidade do momento. As mãos subiram naturalmente das ancas em direcção às mamas da inglesa, fez um ligeiro compasso de espera para perceber a reacção dela e, em resposta ao intesificar da roçadela, apalpou-lhe os montes firmes e já enrijecidos. Ela voltou-se e apertou-lhe o fundo das calças, enquanto afundava a língua dentro da boca de Carlos. Ele respondeu com as mãos por baixo da saia curta, e ela fez-lhe uma proposta irrecusável: “Meet me in the girl's loo”.


Deu o tempo que achou necessário para que chegasse a vez dela naqueles locais sempre tão concorridos, respirou fundo e irrompeu pela casa-de-banho das senhoras dentro. O gritinho solto por uma rapariga loura platinada com ar de mosca mal-morta fez com que Julia percebesse que tinha chegado e foi o sinal para lhe abrir a porta. Mal se fechou, desabou sobre ele enfiando-lhe uma mão dentro das calças e a outra entre os cabelos. Ele começou a falar-lhe em português, traduzindo, à sua maneira, para inglês: ” Eu sabia o que tu querias, minha putinha empertigada. Do you like the portuguese, love? Eu vou comer-te como tu mereces, vais fazer coro com a música. Do you want to scream louder than the quire, princess?” Ela não se deixava intimidar. “As if you could do it!”.

2 Comments:

At 10:14 da tarde, Blogger maria_arvore said...

As inglesas produzem zézés camarinhas instantâneos?... ;)

 
At 11:48 da tarde, Blogger Ness Xpress said...

Maria,

Os carlinhos, ao contrário dos zézés, não vivem das inglesas. Têm apenas o vício das marcas na coronha das espingardas :)

 

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